
Climatério é uma fase natural da vida da mulher, mas ainda cercada de dúvidas, mitos e, muitas vezes, sofrimento silencioso.
Ondas de calor intensas, alterações de humor, dificuldade para dormir, mudanças na libido e sintomas urinários podem transformar essa etapa em um verdadeiro desafio para muitas mulheres.
No entanto, com acompanhamento médico especializado, conhecimento científico atualizado e uma abordagem humanizada, é possível atravessar esse período com qualidade de vida, segurança e bem-estar.
O climatério não é uma doença, mas sim uma transição biológica marcada pelo fim do período reprodutivo feminino. Mesmo sendo um processo natural, as mudanças hormonais que acontecem nesse momento podem impactar profundamente o corpo e a saúde da mulher.
Neste artigo, vamos explorar de forma completa e aprofundada:
- O que é a menopausa e quando ela acontece
- Quais são os sintomas mais comuns
- Mudanças hormonais e seus impactos no organismo
- Curiosidades científicas sobre essa fase
- Diagnóstico e avaliação médica
- Tratamentos possíveis
- Cuidados para preservar a saúde feminina
A importância do acompanhamento especializado
Avaliação ginecológica especializada: entenda a importância
O climatério representa uma transição natural e significativa na vida da mulher. Embora traga mudanças hormonais importantes, essa fase pode ser vivida com equilíbrio, saúde e qualidade de vida quando há informação adequada e acompanhamento médico especializado.

Com conhecimento científico, experiência clínica e uma abordagem acolhedora, a Dra. Ana Luiza Varanda, ginecologista especialista em ginecologia endócrina e uroginecologia, que atua em Botafogo, no Rio de Janeiro, ajudando mulheres a compreender e atravessar essa fase com mais tranquilidade.
Dedica sua carreira a ajudar mulheres a compreenderem seu corpo e atravessarem cada fase da vida com segurança. Seja para esclarecer dúvidas, promover saúde, prevenir doenças, tratar sintomas ou acompanhar a saúde hormonal feminina, contar com um especialista faz toda a diferença para transformar essa fase em um período de autoconhecimento, maturidade e bem-estar.
O que é a menopausa?

A menopausa é definida como o momento em que a mulher permanece 12 meses consecutivos sem menstruar, indicando o encerramento definitivo da função ovariana.
Esse processo ocorre porque os ovários diminuem progressivamente a produção dos hormônios femininos, principalmente:
- Estrogênio
- Progesterona ( por incapacidade de ovulação)
Esses hormônios desempenham funções essenciais no corpo feminino, não apenas na fertilidade, mas também em diversos sistemas do organismo.
Quando seus níveis começam a cair, o corpo passa por uma série de adaptações.
Idade média da menopausa
A menopausa costuma ocorrer entre:
- 45 e 55 anos
No Brasil, a média é aproximadamente 48 a 51 anos.
Existem, porém, algumas variações:
- Menopausa precoce: antes dos 40 anos
- Menopausa antecipada: entre 40 e 45 anos
- Menopausa tardia: após os 55 anos
Cada organismo possui um ritmo próprio de envelhecimento hormonal.
Classificação completa da menopausa
A menopausa pode ser classificada de acordo com sua etiologia e idade de ocorrência, sendo essa diferenciação fundamental para diagnóstico, prognóstico e conduta clínica.
1. Menopausa natural
Ocorre de forma espontânea, geralmente entre 45 e 55 anos, decorrente da redução progressiva de folículos ovarianos.
2. Insuficiência ovariana prematura (IOP) ou menopausa precoce
Há falência ovariana antes dos 40 anos, porém com possível atividade intermitente dos ovários. Pode ter causas:
- genéticas ( ex. síndrome de Turner, X frágil
- autoimunes ( ex. tireoidite de Hashimoto, diabetes, Miastenia gravis)
- agentes físicos e virais ( ex tabagismo, radioterapia, quimioterapia, infecções por caxumba, catapora, citomegalovírus)
- deficiências enzimáticas (ex. aromatase, 17 alfa- hidroxilase)
Idiopática ( não se sabe a causa) – até 60% dos casos.
3. Menopausa antecipada
Ocorre entre 40 e 45 anos.
4. Menopausa tardia
Após os 55 anos, associada a maior exposição estrogênica ao longo da vida.
5. Menopausa induzida
Resulta de intervenções médicas:
- Cirúrgica (ooforectomia bilateral – retirada dos ovários, cirurgia extensa de endometriose / endometrioma, cisto de ovário volumoso, torção de ovário )
- Quimioterapia
- Radioterapia
Essa forma costuma ter início abrupto e sintomas mais intensos.
Climatério: a fase de transição hormonal
Antes da menopausa propriamente dita, existe um período chamado climatério, que representa a transição entre a fase reprodutiva e a fase não reprodutiva da vida da mulher.
Essa etapa pode começar de 2 a 3 anos antes da última menstruação, com duração até os 65 anos, quando inicia-se uma nova fase chamada senectude.
Durante o climatério, os ciclos menstruais podem se tornar:
- Irregulares
- Mais curtos ou mais longos
- Mais intensos ou mais leves
Essa irregularidade acontece porque os ovários passam a funcionar de maneira menos previsível.
Principais sintomas da menopausa / climatério

Os sintomas da menopausa podem variar muito entre as mulheres. Algumas apresentam mudanças discretas, enquanto outras enfrentam sintomas intensos que impactam significativamente o dia a dia.
Os sintomas mais comuns incluem:
Sintomas vasomotores
São os mais característicos dessa fase.
- Ondas de calor(fogachos)
- Sudorese noturna
- Sensação súbita de calor no rosto e no tórax
- Palpitações
Esses episódios podem durar de segundos a vários minutos.
Alterações emocionais
A queda hormonal também afeta neurotransmissores ligados ao bem-estar. Podem surgir:
- Irritabilidade
- Ansiedade
- Oscilações de humor
- Sensação de desânimo
- Dificuldade de concentração
Alterações do sono
Muitas mulheres relatam:
- Insônia
- Sono fragmentado
- Despertares frequentes durante a noite
Isso ocorre tanto pelas alterações hormonais quanto pelos episódios de calor noturno.
Mudanças na saúde íntima
Com a diminuição do estrogênio, ocorre a chamada síndrome geniturinária da menopausa.
Os sintomas incluem:
- Ressecamento vaginal
- Desconforto durante a relação sexual
- Diminuição da lubrificação
- Irritação ou ardor vaginal
Sintomas urinários
Essa fase também pode trazer alterações no sistema urinário. Entre os sintomas estão:
- Aumento da frequência urinária
- Infecções urinárias recorrentes
- Urgência para urinar
- Incontinência urinária
Esses sintomas são especialmente relevantes no campo da uroginecologia, área de atuação da Dra. Ana Luiza Varanda.
Fisiopatologia da menopausa: uma visão aprofundada
A menopausa decorre da falência progressiva da função ovariana, com redução da reserva folicular e consequente alteração hormonal do eixo hipotálamo-hipófise-ovariano.
Principais mecanismos envolvidos:
1. Depleção folicular
- Redução progressiva dos folículos ovarianos
- Diminuição da produção de estradiol/ estrogênio
2. Alteração do controle hormonal
- Queda do estrogênio → perda do retrocontrole negativo
- Aumento compensatório de FSH e LH ( produzidos na glândula hipófise)
3. Hipoestrogenismo sistêmico
Impacta múltiplos sistemas:
- Sistema nervoso central → alterações de humor e sono
- Sistema cardiovascular → disfunção endotelial, presente nos vasos sanguíneos
- Sistema ósseo → aumento da reabsorção óssea – fragilidade
- Sistema urogenital → atrofia, afinamento da mucosa vaginal e urinária
- Metabolismo → resistência à insulina ( redução da capacidade de baixar a glicose sanguínea) e redistribuição de gordura ( principalmente localizada em abdomen, fígado e pâncreas)
4. Alterações neuroendócrinas
O estrogênio modula neurotransmissores como:
- Serotonina
- Dopamina
- Noradrenalina
Sua queda está diretamente relacionada aos sintomas vasomotores e emocionais, causando flutuações de humor.
Curiosidades científicas sobre a menopausa
A menopausa desperta grande interesse da ciência e diversas descobertas interessantes foram feitas ao longo dos anos.
Mulheres podem viver mais de um terço da vida após a menopausa
Com o aumento da expectativa de vida, muitas mulheres passam 30 a 40 anos após a menopausa.
Isso reforça a importância de cuidar da saúde nessa fase.
Nem todas as mulheres terão fogachos
Estudos mostram que cerca de 75% das mulheres apresentam ondas de calor.
Ou seja, 25% podem atravessar a menopausa sem esse sintoma.
A genética influencia o momento da menopausa
Pesquisas indicam que a idade em que a mãe entrou na menopausa pode influenciar quando a filha passará por essa fase.
A menopausa afeta muito além do sistema reprodutivo
A queda do estrogênio também impacta:
- ossos
- coração
- pele
- metabolismo
- cérebro
Por isso, o acompanhamento médico é fundamental.
O estudo Women’s Health Initiative (WHI) e a revolução no entendimento da menopausa
Um dos estudos mais influentes sobre menopausa foi o Women’s Health Initiative (WHI), iniciado nos Estados Unidos na década de 1990. Esse grande estudo acompanhou milhares de mulheres por vários anos para avaliar os efeitos da terapia hormonal na saúde feminina.
Inicialmente, os resultados geraram preocupação ao sugerir um aumento no risco de câncer de mama e doenças cardiovasculares em mulheres que utilizavam terapia hormonal. Por isso, o estudo chegou a ser interrompido antes do prazo previsto.
No entanto, análises posteriores mais detalhadas mostraram que o cenário era mais complexo do que se imaginava.
Pesquisas posteriores demonstraram que:
- O risco de câncer de mama foi superestimado nas primeiras interpretações.
- Mulheres que iniciam terapia hormonal nos primeiros anos após a menopausa podem apresentar redução do risco cardiovascular.
- O acompanhamento de longo prazo indicou menor mortalidade geral entre mulheres que utilizaram terapia hormonal no momento adequado.
Esses dados mudaram significativamente a forma como a medicina moderna enxerga o tratamento da menopausa.
Impactos do climatério na saúde feminina
Sem acompanhamento adequado, o climatério pode aumentar o risco de algumas condições de saúde.
Osteoporose
A redução do estrogênio acelera a perda de massa óssea. Isso pode aumentar o risco de:
- Fraturas
- Osteopenia
- Osteoporose
Doenças cardiovasculares
O estrogênio possui efeito protetor para o coração. Após a menopausa, pode ocorrer aumento do risco de:
- Hipertensão
- Colesterol e triglicerídeos elevados
- Doença arterial coronariana
Alterações metabólicas
Também são comuns:
- Ganho de peso ou dificuldade de emagrecimento
- Acúmulo de gordura abdominal
- Resistência à insulina – aumento da glicemia e hemoglobina glicada
Como é feito o diagnóstico da menopausa?
Na maioria dos casos, o diagnóstico da menopausa é clínico, baseado principalmente no histórico menstrual da paciente. Os principais critérios incluem:
- Ausência de menstruação por 12 mesesconsecutivos
- Presença de sintomas típicos
Em alguns casos, muito específicos, exames laboratoriais podem ser solicitados, como:
- FSH
- Estradiol
Esses exames ajudam a confirmar o estágio hormonal. Outras dosagens hormonais importantes para o diagnóstico diferencial: hormônios tireoidianos, prolactina, hormônio antimulleriano.
Tratamentos para menopausa

O tratamento da menopausa é individualizado, considerando sintomas, histórico de saúde e necessidades de cada mulher.
Entre as principais abordagens estão:
Terapia hormonal
A terapia de reposição hormonal (TRH) pode ser indicada para mulheres que apresentam sintomas intensos. Ela pode ajudar a aliviar:
- Ondas de calor
- Ressecamento vaginal
- Alterações do sono
- Perda óssea
Quando indicada corretamente e com acompanhamento médico, a terapia hormonal pode trazer benefícios significativos para a qualidade de vida.
Janela de oportunidade da terapia de reposição hormonal (TRH)
O conceito de janela de oportunidade é central na prática clínica moderna.
Refere-se ao período em que a TRH pode oferecer maior benefício e menor risco, geralmente:
- Até 10 anos após a menopausa
Ou até aproximadamente 60 anos de idade.
Benefícios nesse período:
- Redução significativa dos fogachos
- Melhora dos sintomas geniturinários – ressecamento vaginal, dor.
- Preservação de massa óssea e muscular
- Melhora da qualidade de vida
- Possível redução de risco cardiovascular em mulheres selecionadas
Após esse intervalo, o risco cardiovascular e tromboembólico pode aumentar, tornando a indicação mais criteriosa.
Contraindicações da terapia de reposição hormonal
A TRH deve ser cuidadosamente avaliada, sendo contraindicada em algumas condições.
Contraindicações absolutas:
- Câncer de mama atual ou prévio
- Neoplasias estrogênio-dependentes
- Tromboembolismo venoso prévio
- Doença hepática grave
- Sangramento uterino não investigado
Contraindicações relativas:
- Enxaqueca com aura
- Alto risco cardiovascular
- História familiar relevante de câncer de mama
- Obesidade com fatores de risco associados
A decisão deve sempre ser individualizada, baseada em risco-benefício.
Tipos e vias de administração da terapia de reposição hormonal no climatério
A terapia de reposição hormonal no climatério pode ser realizada de diferentes formas, e a escolha do tipo e da via de administração deve ser sempre individualizada, de acordo com os sintomas, histórico de saúde e objetivos de cada mulher.
Tipos de terapia hormonal:
De forma geral, existem dois principais tipos de terapia hormonal:
• Estrogênio isolado: indicado para mulheres que não possuem útero.
• Estrogênio associado à progesterona: necessário para mulheres com útero, com o objetivo de promover a proteção do endométrio.
Essa associação é fundamental para reduzir o risco de alterações como a hiperplasia endometrial e o câncer de endométrio.
Vias de administração da terapia hormonal
A terapia de reposição hormonal pode ser administrada por diferentes vias, cada uma com características específicas.
Via transdérmica (pela pele)
Pode ser realizada por meio de adesivos, géis ou spray.
• Liberação contínua dos hormônios
• Menor impacto no metabolismo hepático
• Menor risco de trombose em comparação com a via oral
• Pode ter efeito discreto no perfil lipídico (colesterol)
• Boa opção para mulheres com maior risco cardiovascular
Via oral
Realizada por meio de comprimidos de uso diário.
• Praticidade de uso
• Pode melhorar o perfil lipídico (colesterol)
• Pode aumentar o risco de trombose em comparação com a via transdérmica, especialmente em mulheres com fatores de risco
• Maior impacto metabólico devido à passagem pelo fígado
Via vaginal
Indicada principalmente para sintomas locais, como ressecamento vaginal, dor na relação e sintomas urinários.
• Ação direta na região genital
• Baixa absorção sistêmica
• Não substitui a reposição hormonal sistêmica quando necessária
Via intrauterina (DIU hormonal)
O DIU hormonal pode ser utilizado como parte da terapia de reposição hormonal no climatério, especialmente em mulheres com útero.
• Atua como proteção do endométrio na reposição hormonal
• Reduz o risco de hiperplasia e câncer de endométrio
• Pode ajudar no controle do sangramento uterino
• Pode ser associado ao uso de estrogênio por outras vias
Qual a melhor forma de reposição hormonal?
Não existe uma única melhor forma de terapia de reposição hormonal no climatério.
A escolha deve considerar:
• sintomas apresentados
• histórico de saúde
• presença ou ausência de útero
• risco cardiovascular e trombótico
• preferências da paciente
Por isso, a reposição hormonal deve ser sempre individualizada, com acompanhamento médico, garantindo segurança, eficácia e melhora da qualidade de vida.
Mais do que escolher uma via ou tipo de hormônio, o mais importante é entender qual estratégia é mais segura e eficaz para o seu momento de vida.
Tratamentos não hormonais
Em alguns casos, podem ser utilizadas opções alternativas:
- Medicamentos específicos para fogachos
- Lubrificantes vaginais
- Hidratantes vaginais
- Terapias comportamentais
Mudanças no estilo de vida
Algumas estratégias podem ajudar muito no controle dos sintomas:
- Prática regular de atividade física
- Redução do consumo de álcool
- Controle do estresse
- Alimentação equilibrada
- Boa higiene do sono

Um campo da medicina em constante evolução
O estudo da menopausa evoluiu muito nas últimas décadas. Hoje sabemos que essa fase não representa apenas o fim da fertilidade, mas uma transformação profunda na fisiologia feminina.
Com o aumento da expectativa de vida, muitas mulheres viverão mais de um terço da vida após a menopausa, o que torna o cuidado com essa fase cada vez mais relevante na medicina moderna.
Sinais de alerta que merecem avaliação médica
Embora a menopausa seja um processo natural, alguns sintomas podem indicar a necessidade de avaliação ginecológica mais detalhada.
Entre os sinais que merecem atenção estão:
Alterações menstruais intensas antes da menopausa
Durante o climatério, é comum que o ciclo menstrual se torne irregular. No entanto, é importante investigar quando há:
- sangramento muito intenso
- sangramentos frequentes
- sangramento após relações sexuais
- menstruação prolongada
Esses sintomas podem estar associados a alterações hormonais, mas também a outras condições ginecológicas.
Sangramento após a menopausa
Qualquer sangramento vaginal após a menopausa deve ser investigado.
Embora muitas vezes tenha causas benignas, ele pode estar relacionado a alterações que precisam de avaliação médica.
Infecções urinárias frequentes
A queda do estrogênio pode favorecer infecções urinárias recorrentes.
Quando esses episódios passam a ocorrer com frequência, é importante buscar orientação especializada.
Incontinência urinária
A perda involuntária de urina é um sintoma relativamente comum após a menopausa, mas não deve ser considerada normal ou inevitável.
A uroginecologia, área de especialidade da Dra. Ana Luiza Varanda, oferece diversas abordagens para tratar esse problema.
Dor durante a relação sexual
O ressecamento vaginal pode causar desconforto ou dor durante as relações.
Existem tratamentos eficazes que ajudam a restaurar a saúde vaginal e melhorar a qualidade de vida.
Saúde sexual na menopausa
A saúde sexual é um dos pilares frequentemente negligenciados, mas de grande impacto na qualidade de vida.
Principais alterações:
- Redução da libido
- Ressecamento vaginal
- Dispareunia
- Diminuição da excitação
Fisiopatologia:
- Redução do estrogênio → atrofia vaginal
- Diminuição da vascularização local
- Alterações na lubrificação
Abordagens terapêuticas:
Tratamentos locais:
- Estrogênio vaginal
- Hidratantes e lubrificantes
Tratamentos sistêmicos:
- TRH (quando indicada)
Outras abordagens:
- Terapia sexual
- Avaliação psicológica
- Uso criterioso de andrógenos em casos selecionados
Rastreios obrigatórios na menopausa
A menopausa é um momento estratégico para intensificar ações preventivas.
Avaliação cardiovascular:
- Pressão arterial
- Perfil lipídico
- Glicemia e HbA1c
Saúde óssea:
- Densitometria óssea (DXA)
- Avaliação de vitamina D
Rastreamento oncológico:
- Mamografia
- Exame ginecológico periódico
- Avaliação de endométrio quando indicado
Avaliação metabólica:
- IMC e circunferência abdominal
- Avaliação de síndrome metabólica
Outros exames relevantes:
- TSH
- Função hepática
Abordagem multidisciplinar
O manejo da menopausa exige integração de diferentes áreas da saúde.
Equipe envolvida:
- Ginecologista → coordenação do cuidado hormonal – acompanhamento contínuo dos tratamentos, sintomas e estilo de vida.
- Nutricionista → controle de peso e inflamação
- Fisioterapeuta pélvico → assoalho pélvico e incontinência
- Psicólogo/psiquiatra → saúde mental
- Educador físico → prescrição de exercícios
Essa abordagem melhora a adesão, resultados clínicos e qualidade de vida. O avanço da medicina permitiu uma mudança de paradigma: hoje, a menopausa é vista como uma janela estratégica para prevenção, longevidade e qualidade de vida.
Com diagnóstico adequado, avaliação individualizada e acompanhamento multidisciplinar, é possível transformar essa fase em um período de saúde, autonomia e bem-estar.
A importância da ginecologia endócrina no cuidado da menopausa
A ginecologia endócrina é a área da medicina que estuda profundamente o funcionamento hormonal feminino. Essa especialidade permite:
- Avaliar o equilíbrio hormonal
- Identificar alterações metabólicas
- Personalizar tratamentos
- Acompanhar a saúde feminina em todas as fases da vida
Esse olhar especializado é essencial para conduzir o cuidado durante a menopausa de forma segura e eficaz.
A menopausa não causa diretamente ganho de peso, mas as mudanças hormonais podem favorecer algumas alterações no metabolismo. Entre elas:
- redução da massa muscular
- aumento da gordura abdominal
- metabolismo mais lento
Essas mudanças tornam o controle do peso mais desafiador, mas hábitos saudáveis podem ajudar muito nesse processo.
Experiência no cuidado da saúde feminina

Com mais de 15 anos de dedicação à saúde da mulher, a Dra. Ana Luiza Varanda desenvolveu uma abordagem que integra ciência, escuta ativa e compreensão das necessidades individuais de cada paciente, através da promoção à saúde e acompanhamento de perto dos hábitos de vida.
A Dra. Ana Luiza Varanda é ginecologista especializada em ginecologia endocrinológica e uroginecologia, áreas fundamentais para o cuidado da mulher durante fases de intensa transformação hormonal, como a menopausa.
Sua atuação envolve:
- acompanhamento hormonal feminino
- tratamento de sintomas da menopausa
- saúde vaginal e urinária
- prevenção de doenças ginecológicas
- promoção de saúde – avaliar estilo de vida antes que alguma patologia surja ou exame tenha alteração.
A experiência clínica permite uma visão ampla da jornada feminina, respeitando as diferentes fases da vida.
Compromisso com a atualização constante
Ao longo da trajetória profissional, a Dra. Ana Luiza Varanda escolheu estudar profundamente o universo hormonal feminino.
Das transformações da puberdade às mudanças do climatério, cada etapa da vida da mulher apresenta desafios específicos.
Essa perspectiva permite compreender o corpo feminino como:
- um espaço de transformação
- um ciclo de maturidade
- um sistema complexo em constante adaptação
Esse olhar ampliado orienta a forma como cada paciente é acompanhada e tratada.
Um cuidado baseado em escuta e confiança
Para a Dra. Ana Luiza Varanda, a consulta ginecológica vai muito além de exames ou diagnósticos. Atendendo em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro, em um ambiente estruturado para oferecer conforto, privacidade e atenção individualizada.

O atendimento é baseado em três pilares fundamentais:
1. Escuta atenta
Cada mulher possui uma história única.
2. Clareza nas orientações
Entender o que acontece com o próprio corpo é essencial para o tratamento.
3. Construção conjunta do cuidado
A paciente participa ativamente das decisões sobre sua saúde.
4. Acompanhamento e segmento organizados
Aumenta as taxas de sucesso terapêuticos e modificações do estilo de vida, com metas claras e próximas à realidade de cada paciente.
Quando há acolhimento, informação e confiança, o tratamento se torna mais eficaz e a mulher se sente segura para cuidar de si.
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