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Dra. Ana Luiza – Ginecologia Endócrina / Uroginecologia em Botafogo Rio de Janeiro

Perder urina ao tossir, espirrar, rir, carregar peso, correr ou fazer atividade física é uma queixa comum entre mulheres, mas isso não significa que deva ser tratado como algo normal ou inevitável.

Incontinência urinaria

Muitas mulheres convivem por anos com escapes de urina, usando absorventes, evitando roupas claras, deixando de praticar atividade física ou sentindo vergonha de falar sobre o assunto. A incontinência urinária pode afetar a autoestima, a vida social, a sexualidade, o sono e a sensação de liberdade no dia a dia.

A boa notícia é que existe avaliação, diagnóstico e tratamento. O primeiro passo é entender qual tipo de perda urinária você tem, quais fatores estão envolvidos e qual caminho de cuidado faz mais sentido para o seu caso.

O que é incontinência urinária?

A incontinência urinária é definida como qualquer perda involuntária de urina. Ou seja, ocorre quando a pessoa não consegue controlar completamente a bexiga.

Embora seja mais comum em mulheres, especialmente após os 40 anos, a condição pode ocorrer em qualquer idade.

Segundo dados da International Continence Society, estima-se que:

  • Entre 25% e 45% das mulheres adultas apresentem algum grau de perda urinária.
  • Apenas 1 em cada 4 mulheres procura ajuda médica.
  • Muitas convivem com o problema por anos sem diagnóstico adequado.

Um novo olhar para a saúde urinária feminina

Ana Luiza Varanda

Sou a Dra. Ana Luiza Varanda, ginecologista com atuação em uroginecologia e ginecologia endócrina, com mais de 15 anos de experiência no atendimento de mulheres com queixas urinárias, saúde pélvica e alterações hormonais.

Ao longo da minha trajetória, acompanhei mulheres que chegaram ao consultório com vergonha de contar que perdiam urina, que deixaram de praticar atividade física, evitaram viagens, relações sexuais ou situações simples do dia a dia por medo de escapar urina.

Meu trabalho é investigar essa queixa com cuidado, explicar com clareza o que está acontecendo e construir um plano de tratamento individualizado.

Também atuo no tratamento cirúrgico da incontinência urinária, incluindo a cirurgia de sling, realização de estudo urodinâmico, além da formação de médicos especialistas. Essa experiência une prática clínica, cirurgia, ensino e cuidado humanizado em cada etapa da paciente.

Durante seu mestrado em pesquisa aplicada à saúde da mulher, realizado na FIOCRUZ – Instituto Fernandes Figueira, aprofundou-se no estudo da incontinência urinária feminina no contexto da humanização do parto.

Sua pesquisa teve como foco a identificação de possíveis fatores de risco para a condição, ampliando o entendimento sobre seus impactos na saúde da mulher.

A partir dessa formação, desenvolveu um olhar clínico voltado para a prevenção, diagnóstico precoce e educação em saúde.

Seu objetivo é reduzir os impactos da incontinência urinária, contribuir para a capacitação de profissionais de saúde e promover maior autonomia e acesso à informação para as pacientes.

No Rio de Janeiro, especialmente em Botafogo, a Dra. Ana Luiza se destaca como uma referência no cuidado da saúde feminina, atuando nas áreas de ginecologia endocrinológica e uroginecologia, com foco em condições que envolvem hormônios, assoalho pélvico e qualidade de vida da mulher.

Porque recuperar o controle do próprio corpo também significa recuperar liberdade, confiança e qualidade de vida.

Tipos de incontinência urinária

A uroginecologia, área de atuação da Dra. Ana Luiza Varanda, é responsável por diagnosticar e tratar diferentes tipos de perda urinária.

Os principais tipos incluem:

1. Incontinência urinária de esforço

É o tipo mais comum nas mulheres.

A perda de urina acontece quando há aumento da pressão abdominal, como durante:

  • Tosse
  • Espirro
  • Risada
  • Exercícios físicos
  • Levantar peso
  • Pular ou correr

Nesses casos, a musculatura que sustenta a bexiga e a uretra está enfraquecida, permitindo que pequenas quantidades de urina escapem.

2. Incontinência urinária de urgência

Nesse caso, a mulher sente uma vontade súbita e intensa de urinar, que muitas vezes não consegue controlar.

Pode ocorrer em situações como:

  • Ao ouvir água correndo
  • Ao chegar em casa
  • Durante o sono
  • Sem nenhum estímulo aparente

Esse quadro está associado à chamada bexiga hiperativa.

3. Incontinência urinária mista

É a combinação dos dois tipos anteriores:

  • Perda de urina ao esforço
  • Vontade urgente de urinar

Esse tipo exige um tratamento individualizado, que pode envolver diferentes abordagens.

Por que a incontinência urinária acontece?

A perda de urina geralmente não tem apenas uma causa. Na maioria dos casos, ela resulta de uma combinação de fatores.

Entre os principais estão:

Alterações hormonais

A queda do estrogênio, especialmente durante o climatério e a menopausa, pode enfraquecer estruturas do trato urinário.

O hormônio tem papel importante na manutenção de:

  • Elasticidade dos tecidos
  • Lubrificação vaginal
  • Tônus da uretra

Quando ocorre sua diminuição, a uretra pode perder parte de sua capacidade de manter a continência.

Gravidez e parto

A gestação provoca alterações importantes no corpo feminino.

Entre elas:

  • Aumento da pressão sobre a bexiga
  • Estiramento do assoalho pélvico
  • Possíveis lesões musculares durante o parto

Incontinência urinária, ganho de peso exagerado ou diabetes na gestação, partos vaginais, especialmente com bebês grandes ou uso de fórceps ou vácuo- extrator, podem aumentar o risco de incontinência urinária após o parto.

Envelhecimento

Com o passar dos anos, ocorre naturalmente:

Esses fatores podem favorecer a perda urinária.

Prolapso de órgãos pélvicos 

Alteração na posição anatômica da bexiga e vagina está associada a incontinência urinária. 

  • cistocele ( bexiga caída)
  • prolapso uterino

Histerectomia ( retirada cirúrgica do útero)

O útero e seus ligamentos possuem uma função importante de sustentação dos órgãos pélvicos, incluindo bexiga, vagina e reto. Os ligamentos são cortados na cirurgia, podendo modificar a posição desses órgãos.

Esse tipo de cirurgia, por si só, já aumenta o risco de incontinência urinária, principalmente se técnicas para a prevenção do prolapso de vagina não forem realizadas durante a operação. 

Outros fatores de risco

Entre os fatores associados estão:

  • Obesidade
  • Tosse crônica
  • Constipação
  • Sedentarismo
  • Cirurgias pélvicas
  • Doenças neurológicas

Por isso, o diagnóstico deve sempre ser feito de forma individualizada.

Classificação completa da incontinência urinária

A classificação adequada é essencial para direcionar o diagnóstico e o tratamento.

1. Incontinência urinária de esforço (IUE)

Caracteriza-se pela perda involuntária de urina durante aumento da pressão intra-abdominal (tosse, espirro, exercício). Está associada principalmente à:

  • Hipermobilidade uretral
  • Deficiência esfincteriana

2. Incontinência urinária de urgência (IUU)

Associada à urgência miccional súbita, geralmente relacionada à hiperatividade do músculo detrusor.

3. Incontinência urinária mista

Combinação de sintomas de esforço e urgência.

4. Incontinência por transbordamento

Ocorre devido à retenção urinária crônica, levando a perdas urinárias insensíveis.

  • Comum em neuropatias (ex: diabetes avançado)

5. Incontinência funcional

Não decorre de disfunção do trato urinário, mas de limitações:

  • Motoras (mobilidade reduzida)
  • Cognitivas (demência)
  • Ambientais

6. Bexiga hiperativa sem incontinência

Caracteriza-se por:

  • Urgência urinária
  • Polaciúria ( frequência urinária maior que 7 x ao dia)
  • Noctúria ( acordar para urinar mais de 1x durante o sono)
    Sem perda urinária associada — diagnóstico diferencial importante.

Fisiopatologia da incontinência urinária

A continência urinária depende da interação entre estruturas anatômicas, integridade neuromuscular e controle central.

Hipermobilidade uretral

Decorre da frouxidão do suporte do assoalho pélvico, levando à incapacidade de manter a pressão uretral durante esforços.

Deficiência esfincteriana intrínseca

Redução da capacidade do esfíncter uretral em manter o fechamento adequado, mesmo na ausência de hipermobilidade.

Papel do tecido conjuntivo

Alterações no colágeno (especialmente tipos I e III) impactam:

  • Elasticidade
  • Sustentação pélvica
    Fatores hormonais e envelhecimento contribuem para essa degradação.

Inervação autonômica

  • Sistema simpático: promove armazenamento urinário
  • Sistema parassimpático: estimula contração do detrusor

Alterações nessa regulação podem levar à disfunção miccional.

Hiperatividade do detrusor

Contrações involuntárias durante a fase de enchimento vesical, resultando em urgência e perda urinária.

Curiosidades e dados científicos sobre a perda de urina feminina

A ciência vem demonstrando cada vez mais o impacto da incontinência urinária na vida das mulheres.

Um estudo publicado no Journal of Urology mostrou que mulheres com perda urinária apresentam:

  • Maior risco de isolamento social
  • Redução da atividade física
  • Impacto significativo na vida sexual

Outro levantamento internacional identificou que cerca de 70% das mulheres com incontinência moderada a grave evitam atividades sociais por medo de perder urina em público.

Além disso, pesquisas indicam que:

  • Mais de 50% das mulheres após a menopausa apresentam algum grau de perda urinária.
  • Mulheres que praticam esportes de alto impacto podem ter maior risco de desenvolver a condição.

Atletas de modalidades como corrida, ginástica e crossfit frequentemente relatam sintomas.

Prevalência global da incontinência urinária

A incontinência urinária é considerada um problema de saúde pública mundial.

  • Estima-se que mais de 200 milhões de pessoas no mundo convivam com algum grau de perda involuntária de urina.
  • A condição é significativamente mais comum em mulheres, principalmente devido a fatores anatômicos, hormonais e obstétricos.
  • Em estudos populacionais, a prevalência feminina pode variar entre 10% e 30%, dependendo da idade e do grupo estudado.

Esses números demonstram que a perda urinária está longe de ser um evento raro — trata-se de uma condição frequente e muitas vezes subdiagnosticada.

Diversos estudos clínicos analisaram a frequência da incontinência urinária feminina.

Estudo com 313 mulheres na atenção primária

Uma pesquisa conduzida com 313 mulheres mostrou que:

  • 44,7% apresentavam incontinência urinária
  • O tipo mais comum foi a incontinência urinária de esforço (45,1%)
  • A gravidade variou entre leve (14%) e muito grave (12,6%)
  • Quanto maior a gravidade da perda urinária, maior o impacto na qualidade de vida

Impacto da incontinência urinária na qualidade de vida

A perda urinária não é apenas um problema físico. Diversos estudos mostram impactos psicológicos e sociais.

Em uma pesquisa sobre qualidade de vida feminina:

  • 81,8% das mulheres com incontinência urinária relataram impacto negativo na qualidade de vida

Entre as consequências relatadas estão:

  • Evitar atividades sociais
  • Interromper atividades físicas
  • Redução da vida sexual
  • Ansiedade e constrangimento
  • Isolamento social

Esses fatores mostram que a incontinência urinária é uma condição que afeta o bem-estar global da mulher.

Fatores de risco identificados em estudos científicos

Pesquisas médicas apontam alguns fatores fortemente associados ao surgimento da perda de urina:

Principais fatores:

  • Idade avançada
  • Número de gestações e partos
  • Obesidade
  • Sedentarismo
  • Menopausa
  • Cirurgias ginecológicas
  • Doenças metabólicas ou neurológicas

Esses fatores atuam principalmente na fragilidade do assoalho pélvico e na pressão uretral.

Sintomas que indicam necessidade de avaliação médica

Nem toda perda de urina é igual. Por isso, é fundamental procurar avaliação especializada quando surgem sinais como:

  • Perda de urina ao tossir ou espirrar
  • Sensação de urgência urinária
  • Acordar várias vezes à noite para urinar
  • Dificuldade para segurar a urina
  • Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga
  • Necessidade de usar absorventes frequentemente

Quanto mais cedo o diagnóstico é feito, maiores são as chances de tratamento eficaz.

Como é feito o diagnóstico da incontinência urinária

O diagnóstico envolve uma avaliação completa conduzida por especialista em uroginecologia.

Durante a consulta, a médica analisa:

1. Histórico clínico detalhado

São avaliados fatores como:

  • Gravidezes
  • Partos
  • Cirurgias
  • Sintomas urinários
  • Uso de medicamentos
  • Estilo de vida

2. Exame físico ginecológico

Permite avaliar:

  • Tônus do assoalho pélvico
  • Prolapsos genitais
  • Alterações hormonais

3. Exames complementares

Quando necessário, podem ser solicitados:

  • Ultrassonografia
  • Estudo urodinâmico
  • Urina tipo I ( EAS)
  • Cultura urinária
  • glicemia de jejum e hemoglobina glicada

Esses exames ajudam a identificar o tipo exato de incontinência ou outras doenças associadas.

Importante: poucas mulheres procuram ajuda médica

Apesar da alta prevalência, estudos mostram que:

  • menos da metade das mulheres com perda urinária procura atendimento médico.

Os principais motivos incluem:

  • vergonha
  • acreditar que é algo “normal da idade”
  • falta de informação sobre tratamentos

Por isso, médicos especialistas em uroginecologia têm um papel fundamental na educação e diagnóstico precoce.

Avaliação clínica e instrumentos padronizados

A avaliação da IU deve ser objetiva e baseada em ferramentas validadas.

Questionários

  • ICIQ-SF (International Consultation on Incontinence Questionnaire)
    Avalia impacto na qualidade de vida e gravidade dos sintomas.

Diário miccional

Registra:

  • Frequência urinária
  • Episódios de perda
  • Ingestão hídrica

Pad test (teste do absorvente)

Quantifica objetivamente a perda urinária.

Diagnóstico diferencial

A IU deve ser diferenciada de outras condições clínicas:

  • Infecção do trato urinário
  • Diabetes mellitus
  • Uso de diuréticos
  • Atrofia urogenital isolada
  • Fístulas urinárias (uroginecológicas)

A exclusão dessas condições é fundamental para evitar tratamentos inadequados.

Tratamentos para incontinência urinária

O tratamento depende da causa e do tipo de perda urinária.

Hoje existem diversas opções eficazes.

1. Reabilitação do assoalho pélvico

Um dos tratamentos mais importantes e com melhor resposta. Inclui:

  • Exercícios específicos
  • Fisioterapia pélvica
  • Biofeedback

Esses métodos fortalecem os músculos que sustentam a bexiga.

2. Terapia hormonal

Em mulheres no climatério ou menopausa, a terapia hormonal local pode melhorar:

  • Saúde da uretra
  • Elasticidade dos tecidos
  • Lubrificação vaginal

Essa abordagem é frequentemente usada na ginecologia endocrinológica.

3. Medicamentos

Alguns medicamentos podem ajudar no controle da bexiga hiperativa, reduzindo a urgência urinária.

4. Cirurgia

Quando necessário, existem cirurgias modernas e seguras que podem corrigir a perda urinária. 

Indicadas principalmente na incontinência urinária moderada a grave ( perde urina em pequenos esforços, especialmente ao tossir, espirrar, rir, correr, pular, carregar peso ou praticar atividade física, usa absorvente diariamente), na falha de tratamento fisioterápico, naquela mulher que não deseja mais ter filhos e deseja uma resolução definitiva – altas taxas de cura ( acima de 90%).

O procedimento consiste na colocação de uma pequena faixa abaixo da uretra, com o objetivo de oferecer suporte e reduzir as perdas urinárias aos esforços.

Cirurgia incontinência urinária feminina

Quando bem indicada, a cirurgia pode trazer melhora importante da qualidade de vida, permitindo que a mulher retome atividades que antes eram evitadas por medo da perda urinária. uretrais, que funcionam como um suporte para a uretra.

A indicação é sempre individualizada.

Abordagem comportamental estruturada

Fundamental como primeira linha terapêutica. Inclui:

  • Treinamento vesical (bladder training)
  • Reeducação miccional
  • Controle da ingestão hídrica
  • Redução de cafeína e álcool
  • Manejo da constipação
  • Atividade física e reeducação alimentar

Essa abordagem melhora significativamente os sintomas quando bem orientada.

Impacto metabólico e sistêmico

A IU está diretamente associada a alterações metabólicas:

  • Síndrome metabólica
  • Resistência à insulina
  • Inflamação crônica

A obesidade aumenta a pressão intra-abdominal e sobrecarga do assoalho pélvico. A perda de peso pode reduzir significativamente os episódios de incontinência.

Sexualidade e qualidade de vida

A IU impacta profundamente a saúde sexual feminina:

  • Dispareunia
  • Medo de perda urinária durante o ato sexual
  • Redução da libido
  • Evitação da atividade sexual

A deficiência estrogênica contribui para:

  • Atrofia vaginal
  • Redução da lubrificação

A abordagem deve incluir tratamento hormonal quando indicado e suporte psicológico.

Abordagem multidisciplinar

O manejo ideal é integrado:

  • Ginecologista
  • Urologista
  • Fisioterapeuta pélvica
  • Nutricionista
  • Psicólogo

Essa abordagem aumenta adesão, eficácia terapêutica e qualidade de vida.

Sinais de alerta (red flags)

Alguns sintomas exigem investigação imediata:

  • Hematúria
  • Dor pélvica intensa
  • Perda urinária contínua (suspeita de fístula)
  • Infecções urinárias recorrentes

Prevenção

Estratégias preventivas incluem:

  • Fortalecimento do assoalho pélvico desde a juventude
  • Controle do peso corporal
  • Tratamento da constipação
  • Orientação adequada no pré e pós-parto

Estratificação de gravidade

A IU pode ser classificada em:

Leve

  • Perdas ocasionais
  • Baixo impacto funcional

Moderada

  • Perdas frequentes
  • Interferência nas atividades diárias

Grave

  • Perdas constantes
  • Necessidade de uso contínuo de absorventes
  • Impacto significativo na qualidade de vida

Prognóstico e expectativa de tratamento

O prognóstico varia conforme o tipo e a abordagem adotada.

  • Tratamentos conservadores podem apresentar melhora em semanas a meses
  • Fisioterapia pélvica: alta taxa de sucesso em casos leves a moderados
  • Terapias medicamentosas: controle sintomático eficaz
  • Cirurgias (ex: slings): taxas de sucesso superiores a 80–90% em casos selecionados

A indicação cirúrgica ocorre quando:

  • Falha do tratamento conservador
  • Impacto significativo na qualidade de vida
  • Diagnóstico bem definido

O papel da ginecologia endocrinológica e uroginecologia na saúde urinária feminina

Muitas mulheres não sabem, mas hormônios e saúde urinária estão profundamente conectados.

Durante a menopausa, a queda do estrogênio pode provocar:

  • Atrofia vaginal
  • Fragilidade uretral
  • Alterações na microbiota vaginal
  • Maior risco de infecções urinárias

A ginecologia endocrinológica, área de atuação da Dra. Ana Luiza Varanda, estuda justamente essas interações hormonais.

O tratamento pode envolver:

  • Terapia hormonal local
  • Ajuste hormonal sistêmico
  • Cuidados com microbiota vaginal
  • Orientações de estilo de vida

Quando procurar ajuda para perda de urina?

Muitas mulheres só procuram ajuda quando o problema se torna muito incômodo.

Mas alguns sinais indicam que é hora de procurar avaliação especializada:

  • Necessidade de usar absorvente diariamente
  • Limitação de atividades físicas
  • Evitar sair de casa por medo de perder urina
  • Interferência na vida sexual
  • Desconforto emocional

Nenhuma mulher precisa conviver com isso em silêncio. Existem soluções.

Perguntas frequentes sobre incontinência urinária

Incontinência urinária tem cura?

Em muitos casos, sim. Dependendo da causa, o tratamento pode resolver completamente o problema.

Exercícios de Kegel realmente funcionam?

Sim. Eles ajudam a fortalecer o assoalho pélvico, mas devem ser feitos corretamente e, muitas vezes, com orientação profissional.

Perda de urina é normal após ter filhos?

Pode ocorrer, mas não deve ser considerada normal ou inevitável.

Se persistir, é importante procurar avaliação médica.

Menopausa aumenta o risco de perda urinária?

Sim. A redução hormonal pode favorecer alterações na uretra e no assoalho pélvico.

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