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Dra. Ana Luiza – Ginecologia Endócrina / Uroginecologia em Botafogo Rio de Janeiro

DIU

DIU é hoje um dos métodos contraceptivos mais eficazes e seguros disponíveis na medicina moderna, sendo amplamente recomendado por especialistas em saúde feminina em todo o mundo.

Além de oferecer alta eficácia na prevenção da gravidez, o Dispositivo Intrauterino (DIU) também pode trazer benefícios importantes para o controle hormonal, redução de cólicas e melhora da qualidade de vida de muitas mulheres.

Apesar de sua ampla utilização, ainda existem dúvidas, mitos e inseguranças sobre o DIU. Quem pode usar? Dói para colocar? Existe risco de infertilidade? Qual o melhor tipo?

Neste artigo, vamos abordar de forma profunda e científica tudo o que você precisa saber sobre o DIU — desde seu funcionamento até as evidências médicas mais atuais — além de explicar por que a Dra. Ana Luiza Varanda, especialista em ginecologia endocrinológica e uroginecologia em Botafogo, é uma referência no cuidado da saúde feminina.

O que é o DIU e como ele funciona no organismo feminino

O DIU (Dispositivo Intrauterino) é um pequeno dispositivo flexível, geralmente em formato de “T”, inserido dentro do útero por um ginecologista para prevenir a gravidez.

Ele atua localmente no útero, criando um ambiente desfavorável para a fecundação. Existem dois principais tipos:

1. DIU de cobre

Não contém hormônios e atua principalmente através da liberação de íons de cobre, que provocam uma reação inflamatória local no endométrio. Essa reação:

  • dificulta a mobilidade dos espermatozoides
  • impede a fecundação
  • altera o ambiente uterino

2. DIU hormonal (levonorgestrel)

Libera pequenas quantidades de progesterona diretamente no útero. Seus efeitos incluem:

  • espessamento do muco cervical, dificultando a passagem dos espermatozoides
  • afinamento do endométrio, reduzindo a chance de implantação

Não há uma idade máxima fixa, mas o uso deve considerar:

  • Proximidade da menopausa
  • Necessidade contraceptiva
  • Condições clínicas individuais

Ajuda no controle das alterações menstruais do climatério e  serve de proteção do endométrio para mulheres que tem útero, na reposição hormonal. 

Esse tipo de DIU também pode ser indicado para:

  • redução de sangramento menstrual intenso
  • tratamento de endometriose
  • controle de cólicas menstruais intensas

Ajuda no controle das alterações menstruais do climatério e  serve de proteção do endométrio para mulheres que têm útero, na reposição hormonal. O DIU hormonal é um método versátil e seguro em praticamente todas as faixas etárias, desde a adolescência até o climatério. Mais do que a idade, o que determina a indicação é o perfil clínico e as necessidades da paciente.

3. DIU de Prata

O DIU de prata é um método contraceptivo intrauterino não hormonal, composto por uma estrutura plástica revestida por cobre associado a um núcleo de prata. Ele pertence à mesma categoria do DIU de cobre, mas com uma tecnologia que busca maior estabilidade e durabilidade do material.

O DIU de prata combina dois metais com funções complementares:

  • Cobre: principal responsável pelo efeito contraceptivo
  • Prata: atua na estabilização do cobre, reduzindo sua oxidação

Seus efeitos consistem em:

  • Aumento do fluxo menstrual ( menor intensidade que o DIU de cobre)
  • Cólicas mais intensas nos primeiros meses ( menos que o DIU de cobre)
  • Spotting (sangramento irregular inicial)
  • Raro risco de expulsão ou perfuração uterina

DIU de cobre, hormonal e de prata: qual a diferença?

tipos de diu

Todos os DIUs são seguros e altamente eficazes, mas a melhor escolha é individualizada. O DIU hormonal se destaca pelo controle menstrual e terapêutico, enquanto cobre e prata são ótimas opções para quem prefere um método natural, sem hormônios. Os três tipos de DIU (dispositivo intrauterino) são métodos contraceptivos altamente eficazes, mas diferem principalmente no mecanismo de ação, composição e efeitos no ciclo menstrual.

A escolha depende do perfil da paciente:

  • Quer evitar hormônios → cobre ou prata
  • Tem fluxo intenso ou dor → hormonal costuma ser melhor
  • Busca longa duração com baixo custo → cobre
  • Quer versão mais moderna do cobre → prata

Experiência clínica no cuidado da saúde feminina

Com mais de 15 anos dedicados à ginecologia, a Dra. Ana Luiza construiu uma trajetória marcada por atenção individualizada e excelência médica. Essa experiência permite uma avaliação completa do organismo feminino, indo além da simples prescrição de métodos contraceptivos.

Para pacientes que buscam informação confiável, acompanhamento especializado e atendimento humanizado, a Dra. Ana Luiza Varanda, em Botafogo, é uma referência no cuidado integral da saúde feminina.

Seu trabalho une conhecimento científico, experiência clínica e escuta atenta, garantindo que cada paciente receba um cuidado seguro, personalizado e baseado nas melhores evidências da medicina atual.

A eficácia do DIU: um dos métodos contraceptivos mais seguros da medicina

Diversos estudos demonstram que o DIU está entre os métodos contraceptivos mais eficazes já desenvolvidos.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG):

  • Taxa de falha do DIU de cobre: cerca de 0,6% a 0,8%
  • Taxa de falha do DIU hormonal: cerca de 0,1% a 0,4%

Isso significa que menos de 1 mulher em cada 100 engravida ao utilizar o método corretamente durante um ano.

Para comparação:

MétodoTaxa de falha
DIU hormonal0,1–0,4%
DIU de cobre0,6–0,8%
Pílula anticoncepcional~7% (uso típico)
Preservativo~13%

Essa alta eficácia ocorre porque o DIU não depende da lembrança diária da paciente, como ocorre com a pílula anticoncepcional.

Tempo de início de ação e necessidade de método adicional

Um dos aspectos mais importantes na prática clínica é entender quando o DIU começa a oferecer proteção contraceptiva efetiva.

  • DIU de cobre e prata:
    Apresenta efeito imediato após a inserção, independentemente do momento do ciclo menstrual.
  • DIU hormonal (levonorgestrel):
  • Proteção imediata se inserido até o 7º dia do ciclo menstrual
  • Caso inserido fora desse período → recomenda-se o uso de método adicional (como preservativo) por 7 dias

Essa orientação é essencial para evitar falhas contraceptivas no início do uso.

Curiosidades surpreendentes sobre o DIU

dúvidas sobre o diu

A história do Dispositivo Intrauterino tem mais de um século. Algumas curiosidades interessantes incluem:

1. O conceito existe desde o início do século XX

O primeiro dispositivo intrauterino foi desenvolvido em 1909 pelo médico alemão Richard Richter.

2. Mais de 160 milhões de mulheres usam DIU no mundo

Estudos globais indicam que o DIU é um dos métodos contraceptivos mais utilizados no planeta.

3. Pode ser utilizado por mulheres que nunca tiveram filhos

Durante décadas acreditava-se que apenas mulheres com filhos poderiam usar o DIU — um mito já derrubado pela ciência.

Hoje, sociedades médicas recomendam o método inclusive para:

  • adolescentes
  • mulheres jovens
  • mulheres sem filhos

4. Pode ser utilizado como contracepção de emergência

O DIU de cobre pode ser inserido até 5 dias após relação desprotegida, sendo considerado o método de emergência mais eficaz disponível.

Quem pode usar DIU hormonal?

A grande maioria das mulheres pode utilizar o DIU com segurança. Entre as principais candidatas estão:

  • mulheres que desejam contracepção de longo prazo
  • mulheres que não podem usar estrogênio
  • pacientes com enxaqueca com aura
  • mulheres com risco de trombose
  • mulheres que desejam método reversível e altamente eficaz

Também pode ser indicado em situações específicas, como:

  • sangramento uterino anormal
  • endometriose
  • adenomiose
  • síndrome do ovários policísticos
  • cólicas menstruais intensas

Quem não deve usar DIU?

Apesar de seguro, existem algumas contraindicações. O DIU geralmente não é indicado em casos de:

  • infecção pélvica ativa
  • gravidez
  • câncer de endométrio ou colo uterino
  • malformações uterinas significativas
  • sangramento uterino sem diagnóstico

Por isso, a avaliação médica prévia é essencial antes da inserção do dispositivo.

Como é feita a colocação do DIU

colocação do diu

A colocação do DIU é um procedimento rápido e realizado em consultório por um ginecologista experiente. O processo geralmente inclui:

  1. avaliação ginecológica completa
  2. exame especular
  3. medição da cavidade uterina
  4. inserção do dispositivo

O procedimento dura apenas alguns minutos. Algumas mulheres podem sentir:

  • cólica leve
  • desconforto transitório
  • pressão abdominal

Após a colocação, é comum que o médico recomende:

  • repouso relativo no dia
  • analgésicos simples se necessário

O DIU dói para colocar?

Essa é uma das perguntas mais comuns no consultório ginecológico. A resposta depende de alguns fatores:

  • sensibilidade individual
  • experiência do profissional
  • técnica utilizada
  • momento do ciclo menstrual

Na maioria dos casos, a paciente relata apenas cólicas leves ou moderadas que duram poucos minutos. Hoje, muitos especialistas utilizam estratégias para reduzir o desconforto, como:

  • medicação analgésica
  • técnicas de inserção mais delicadas
  • preparo prévio do colo uterino

Principais benefícios do DIU

diu

Além da contracepção, o DIU pode trazer diversos benefícios para a saúde feminina. Entre eles:

1. Longa duração

Dependendo do tipo, pode durar:

  • DIU de cobre: até 10 anos
  • DIU hormonal: 5 a 8 anos

2. Alta eficácia contraceptiva

Taxas de falha inferiores a 1% ao ano.

3. Método reversível

A fertilidade retorna rapidamente após a retirada.

4. Redução do fluxo menstrual (DIU hormonal)

Algumas mulheres apresentam:

  • redução significativa do fluxo
  • diminuição das cólicas
  • até amenorreia (ausência de menstruação)

5. Baixa interferência hormonal sistêmica

No DIU hormonal, o hormônio atua principalmente no útero, com menor impacto no organismo como um todo.

O DIU hormonal no climatério tem um papel cada vez mais relevante no cuidado da saúde feminina. Além de garantir contracepção segura para mulheres que ainda apresentam risco de gestação, ele também contribui para maior tranquilidade nessa fase de transição hormonal.

Outro benefício importante é o controle das alterações menstruais do climatério, como sangramentos irregulares e aumento do fluxo, promovendo mais conforto e previsibilidade no ciclo.

6. DIU hormonal no climatério: controle do sangramento e proteção do endométrio na reposição hormonal

O DIU hormonal no climatério pode ser um grande aliado nessa fase de transição do corpo da mulher. Além de garantir contracepção segura para quem ainda pode engravidar, ele traz mais tranquilidade no dia a dia.

Um dos principais benefícios é o controle das alterações do fluxo menstrual no climatério. Muitas mulheres passam a ter sangramentos irregulares, mais intensos ou prolongados — e o DIU hormonal ajuda a reduzir o fluxo, organizar o padrão menstrual e, em alguns casos, até suspender a menstruação.

Outro ponto importante é o uso do DIU na reposição hormonal. Para mulheres com útero que fazem terapia com estrogênio, é necessário proteger o endométrio.

Nesse contexto, o DIU atua como proteção do endométrio na terapia de reposição hormonal (TRH), funcionando como a parte hormonal que equilibra o efeito do estrogênio e reduz o risco de alterações como a hiperplasia endometrial.

Na prática, isso significa que o DIU hormonal reúne, em um único método, contracepção, controle do sangramento e proteção do endométrio, com segurança, praticidade e eficácia.

Possíveis efeitos colaterais

Assim como qualquer intervenção médica, o DIU pode causar alguns efeitos. Entre os mais comuns:

DIU de cobre / prata

  • aumento do fluxo menstrual
  • cólicas mais intensas nos primeiros meses

DIU hormonal

  • pequenos sangramentos irregulares no início
  • sensibilidade mamária
  • acne leve em alguns casos

Esses efeitos geralmente diminuem após os primeiros meses de adaptação.

Manejo de efeitos colaterais

A condução adequada dos efeitos aumenta a adesão ao método:

Sangramento irregular (DIU hormonal)

  • Comum nos primeiros meses
  • Pode ser manejado com:
    • anti-inflamatórios
    • terapias hormonais de suporte

Aumento do fluxo (DIU de cobre)

  • Uso de anti-inflamatórios pode reduzir sintomas
  • Avaliar manutenção X  troca do método

A retirada do DIU deve ser considerada apenas quando há intolerância persistente.

Um estudo científico relevante sobre DIU

Um estudo publicado na revista The New England Journal of Medicine analisou mais de 7.400 mulheres utilizando métodos contraceptivos de longa duração, incluindo DIU. Os resultados mostraram que:

  • a taxa de continuidade do DIU após 12 meses foi superior a 85%
  • a satisfação das pacientes foi significativamente maior do que com métodos de curta duração

Esse estudo reforça que o DIU é um dos métodos contraceptivos mais seguros e bem aceitos pelas pacientes.

Mitos comuns sobre o DIU

Apesar das evidências científicas, alguns mitos ainda persistem.

“DIU causa infertilidade”

Falso.

Diversos estudos mostram que a fertilidade retorna rapidamente após a retirada do dispositivo.

“DIU pode se perder dentro do corpo”

Impossível.

O DIU permanece dentro do útero, e não pode migrar para outras regiões do corpo.

“Só mulheres que já tiveram filhos podem usar”

Outro mito antigo.

Hoje, o DIU é amplamente indicado para mulheres que nunca engravidaram.

Aspectos técnicos e anatômicos

Esses fatores reduzem riscos de falha, dor e expulsão. A inserção segura envolve:

  • Histerometria (medição da cavidade uterina)
  • Avaliação por ultrassonografia, quando necessário
  • Posicionamento adequado no fundo uterino
  • Ausência de infecções vaginais 

Expulsão do DIU e fatores de risco

A expulsão ocorre principalmente nos primeiros meses. O acompanhamento inicial é fundamental para detectar precocemente.

Fatores de risco:

  • Adolescentes
  • Mulheres nulíparas
  • Fluxo menstrual intenso
  • Inserção pós-parto imediato

DIU e sexualidade

Na maioria dos casos, há melhora da qualidade de vida sexual, devido à segurança contraceptiva. O impacto na vida sexual é uma dúvida frequente:

  • O DIU não reduz a libido
  • Não interfere no prazer sexual
  • O parceiro raramente percebe os fios — e, quando necessário, podem ser ajustados

Quando procurar um médico: sinais de alerta

É fundamental orientar claramente as pacientes.

Procure assistência se houver:

  • Dor abdominal intensa
  • Febre
  • Corrimento com odor forte
  • Sangramento excessivo
  • Suspeita de gravidez
  • Ausência dos fios do DIU

A importância de escolher um especialista para inserção do DIU

Embora seja um procedimento relativamente simples, a inserção do DIU exige experiência médica e conhecimento anatômico. Um especialista qualificado pode:

  • avaliar corretamente as indicações
  • escolher o tipo ideal de dispositivo
  • realizar a inserção com maior conforto
  • acompanhar a paciente após o procedimento

É nesse contexto que a experiência clínica e a formação especializada da Dra. Ana Luiza Varanda fazem toda a diferença.

DIU é um método moderno, seguro e altamente eficaz

diu

O DIU se consolidou como um dos métodos contraceptivos mais seguros, eficazes e práticos da medicina moderna. Entre seus principais benefícios estão:

  • alta eficácia contraceptiva
  • longa duração
  • reversibilidade
  • baixo impacto hormonal sistêmico

No entanto, a escolha do método ideal deve sempre ser feita com orientação de um ginecologista experiente, capaz de avaliar as particularidades de cada mulher.

Indicações baseadas em evidência (Critérios da OMS)

A Organização Mundial da Saúde classifica os métodos contraceptivos pelo sistema WHO MEC (Medical Eligibility Criteria):

  • Categoria 1: uso sem restrição
  • Categoria 2: benefícios superam riscos
  • Categoria 3: riscos geralmente superam benefícios
  • Categoria 4: contraindicado

Essa classificação orienta decisões seguras e baseadas em evidência.

Inserção em situações específicas

O DIU pode ser utilizado em diversos contextos clínicos:

  • Pós-parto:
    • Imediato (até 10 minutos após a dequitação)
    • Tardio (após 4 semanas)
  • Pós-aborto: inserção imediata é segura na ausência de infecção
  • Amamentação: seguro, não alteram a quantidade nem qualidade do leite materno.
  • Adolescentes: ideal para evitar esquecimentos, não depende da memória; recomendado como método de primeira linha (LARC – contracepção reversível de longa duração)
  • Mulheres 40+ e no climatério

O DIU hormonal no climatério pode ser uma excelente opção para mulheres que:

  • apresentam sangramentos irregulares ou aumento do fluxo
  • desejam ou utilizam terapia de reposição hormonal

Além disso, atua como proteção do endométrio na reposição hormonal, contribuindo para a redução do risco de hiperplasia e câncer de endométrio.

  • Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)

Em mulheres com SOP, especialmente aquelas com ciclos irregulares ou anovulação crônica, o DIU hormonal pode ser indicado para:

  • proteger o endométrio
  • reduzir o risco de hiperplasia endometrial
  • contribuir para a prevenção do câncer de endométrio

 Principalmente em mulheres que:

  • não desejam usar pílula anticoncepcional
  • têm contraindicação ao uso de estrogênio
  •  Adenomiose

O DIU hormonal é uma importante opção no manejo da adenomiose, ajudando a:

  •  aliviar a dor para menstruar
  •  reduzir o fluxo menstrual aumentado
  • melhorar a qualidade de vida

Dessa forma, o DIU — especialmente o hormonal — vai muito além da contracepção. Ele pode ser uma ferramenta terapêutica importante no cuidado da saúde feminina, atuando no controle do sangramento, alívio de sintomas e proteção do endométrio, sempre com indicação individualizada.

Dados científicos relevantes sobre DIU 

diu

1. Taxa de eficácia contraceptiva extremamente alta

O DIU é classificado como um LARC (Long-Acting Reversible Contraceptive) — métodos contraceptivos reversíveis de longa duração.

Estudos mostram que os LARC apresentam as menores taxas de falha entre todos os métodos contraceptivos disponíveis.

Taxa de falha anual

  • DIU hormonal: cerca de 0,1–0,4%
  • DIU de cobre: cerca de 0,6–0,8%

Essas taxas são significativamente menores do que métodos dependentes de uso diário, como a pílula anticoncepcional.

Isso significa que menos de 1 mulher em cada 100 engravida por ano usando DIU corretamente.

2. Redução significativa do sangramento menstrual

O DIU hormonal liberador de levonorgestrel (LNG-IUS) possui efeito terapêutico sobre o endométrio.

Uma revisão sistemática publicada no PubMed demonstrou que o dispositivo pode reduzir o sangramento menstrual entre 74% e 97% em mulheres com menorragia (fluxo menstrual excessivo).

Além disso:

  • Muitas pacientes apresentam redução progressiva da menstruação
  • Algumas evoluem para amenorreia (ausência de menstruação) após alguns meses de uso

Esse efeito faz com que o DIU hormonal também seja utilizado no tratamento de:

  • sangramento uterino anormal
  • adenomiose
  • endometriose
  • anemia por perda menstrual

3. Altas taxas de continuidade do método

Estudos clínicos mostram que a maioria das mulheres permanece utilizando o DIU após a inserção, demonstrando boa tolerabilidade e satisfação.

Uma revisão científica identificou que a taxa de continuação do DIU de cobre varia entre 60% e 90% no primeiro ano de uso.

Os principais motivos de interrupção são:

  • aumento do fluxo menstrual
  • cólicas mais intensas nos primeiros meses

Ainda assim, o método apresenta uma das maiores taxas de adesão entre os contraceptivos disponíveis.

4. Alta satisfação entre usuárias

Estudos sobre percepção das pacientes indicam níveis elevados de satisfação com o DIU.

Uma revisão integrativa identificou que aproximadamente 76,8% das usuárias relatam alta satisfação com o método, especialmente entre mulheres jovens.

Os fatores que mais contribuem para essa satisfação incluem:

  • praticidade (não precisa lembrar diariamente)
  • longa duração do método
  • alta eficácia contraceptiva
  • reversibilidade rápida após retirada

5. Evidências de eficácia em estudos de longo prazo

Um estudo clínico conduzido no Brasil com 293 mulheres utilizando DIU hormonal por até 7 anos avaliou a eficácia contraceptiva do método. Os resultados mostraram:

  • nenhuma gravidez registrada em 899 anos-mulher de observação
  • redução significativa do volume de sangramento menstrual
  • boas taxas de continuidade do método ao longo dos anos

Esses dados reforçam a segurança e eficácia do DIU para uso prolongado.

6. DIU também pode ser usado como contracepção de emergência

Pesquisas recentes demonstram que o DIU de cobre é o método mais eficaz de contracepção de emergência disponível.

Uma meta-análise com mais de 1.500 pacientes mostrou que o DIU de cobre apresenta taxa de falha significativamente menor do que métodos hormonais usados após relação desprotegida.

Ele pode ser inserido até 5 dias após a relação sexual, mantendo elevada eficácia.

7. Benefícios clínicos adicionais do DIU hormonal

Além da contracepção, o DIU hormonal apresenta efeitos terapêuticos importantes. Estudos mostram que ele pode:

  • reduzir o espessamento endometrial
  • diminuir a intensidade das cólicas menstruais
  • melhorar quadros de sangramento uterino anormal

Por isso, o método também é indicado como tratamento ginecológico em determinadas condições clínicas.

8. Segurança do DIU em diferentes perfis de pacientes

Diretrizes médicas indicam que o DIU pode ser utilizado com segurança por:

  • adolescentes
  • mulheres jovens
  • mulheres que nunca tiveram filhos
  • mulheres que não podem utilizar estrogênio

Além disso, os dispositivos possuem longa duração e podem permanecer ativos por 3 a 10 anos dependendo do modelo, sem necessidade de uso diário ou mensal.

A literatura médica demonstra de forma consistente que o DIU é um dos métodos contraceptivos mais eficazes, seguros e bem aceitos disponíveis atualmente.

Os estudos apontam que o método apresenta:

  • taxas de falha inferiores a 1%
  • redução significativa do sangramento menstrual
  • alta satisfação das usuárias
  • efeito terapêutico em algumas doenças ginecológicas
  • segurança para uso prolongado

Essas evidências explicam por que o DIU é hoje fortemente recomendado por sociedades médicas internacionais como uma das principais opções contraceptivas.

Complicações raras: segurança e transparência clínica

Apesar de altamente seguro, o DIU pode estar associado a eventos raros, que devem ser discutidos para garantir segurança e confiança:

  • Perfuração uterina: aproximadamente 1 caso a cada 1.000 inserções
  • Expulsão do dispositivo: ocorre em cerca de 2% a 10% das usuárias
  • Gravidez ectópica: rara, mas com maior proporção relativa caso ocorra falha
  • Infecção pélvica: risco discretamente aumentado nas primeiras semanas após inserção

A comunicação clara desses riscos fortalece a relação médico-paciente e a tomada de decisão informada.

Seguimento pós-inserção: acompanhamento adequado

O acompanhamento após a inserção é parte essencial do cuidado:

  • Revisão recomendada em 4 a 6 semanas
  • Avaliação da posição do DIU
  • Orientação sobre a checagem dos fios

A paciente deve procurar assistência médica se apresentar:

  • Dor pélvica intensa ou persistente
  • Febre
  • Sangramento anormal importante
  • Ausência ou alteração dos fios do DIU

DIU e infecções sexualmente transmissíveis

É fundamental reforçar que:

  • O DIU não protege contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs)
  • O uso de preservativo continua sendo essencial em pacientes com risco
  • A avaliação clínica antes da inserção deve considerar histórico sexual e risco infeccioso

Classificação detalhada dos tipos de DIU

Além da divisão clássica, existem variações importantes:

DIU hormonal (levonorgestrel)

  • Diferentes cargas hormonais:
    • 19,5 mg 
    • 52 mg
  • Duração variável: 5 a 8 anos

DIU de cobre

  • Diferentes tamanhos e formatos
  • Duração de até 10 anos, dependendo do modelo

Essa diversidade permite individualizar a escolha conforme o perfil da paciente.

Retorno à fertilidade após retirada

Embora o DIU seja amplamente conhecido como método reversível, é importante reforçar dados clínicos mais robustos:

  • A ovulação pode retornar em poucas semanas após a retirada
  • A maioria das mulheres apresenta taxas de gravidez semelhantes à população geral dentro de 12 meses
  • Não há evidência de impacto negativo a longo prazo na fertilidade

Comparado a outros métodos hormonais, o DIU apresenta um dos retornos mais rápidos à fertilidade, especialmente por seu efeito predominantemente local.

Compromisso com a atualização constante

Ao longo da trajetória profissional, a Dra. Ana Luiza Varanda escolheu estudar profundamente o universo hormonal feminino.

Das transformações da puberdade às mudanças do climatério, cada etapa da vida da mulher apresenta desafios específicos. Essa perspectiva permite compreender o corpo feminino como:

  • um espaço de transformação
  • um ciclo de maturidade
  • um sistema complexo em constante adaptação

Esse olhar ampliado orienta a forma como cada paciente é acompanhada e tratada sempre trazendo cuidado e inovação para um atendimento personalizado e pensado para cada mulher.

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